Sobre

Olá! Sou Tânia Fagundes, psicóloga clínica com formação em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Terapia do Esquema, doutoranda em Saúde Mental (IPUB-UFRJ) e autora do site Mosaico de Emoções.

Por que Mosaico de Emoções?

O mosaico é uma arte decorativa milenar, formado por pequenas peças de pedra ou de outros materiais, tais como vidro, papel, areia. A beleza de um mosaico é fascinante. Perceber como são formados e como cada pedacinho se integra no todo e é essencial para a beleza da arte final me faz ficar encantada. 

Somos como um mosaico. De emoções, histórias, vivências, alegrias, tristezas, traumas, vulnerabilidade, força; um mosaico de caquinhos de vidro de diversos tamanhos e cores, que podem ter machucado muito em um determinado momento, mas que hoje podem nem machucar tanto assim, mas estão lá, formando o que somos. Então, não podem ser descartados, porque o mosaico não seria o mesmo, não tão belo e impactante, ou não tão “imperfeito” e encantador ao mesmo tempo.

Fotografia: Tânia Fagundes — Marrocos, 2013

Nossas vidas não teriam significado sem as emoções, mesmo as emoções ditas “negativas”. São elas que nos permitem nos conectar com os outros, tomar consciência das nossas necessidades, frustrações, direitos, lidar com situações difíceis ou até mesmo saber quando tudo vai bem.

Entretanto, às vezes a intensidade de algumas emoções nos assusta ou causa uma dor tão grande que a sensação é de que não temos os recursos necessários para lidar com elas.  Sentimo-nos tão sobrecarregados e com dificuldades de tolerar as emoções que acabamos recorrendo a estratégias ineficazes de regulação emocional. Algumas pessoas podem sentir tanta ansiedade ou tristeza que chegam a apresentar, quando associados a outros sintomas, transtornos de ansiedade ou de humor graves e incapacitantes.

Esse espaço foi pensado visando trazer reflexões e informações sobre as emoções, essas “demasiadamente humanas”, e ajudá-la encontrar estratégias para entendê-las e lidar com elas.

Teremos textos com temas e dicas à luz da Terapia cognitivo-comportamental, da Terapia do Esquema e de pesquisas científicas nas diversas áreas da Psicologia.

Fotografia: Tânia Fagundes — Rio de Janeiro, 2019

Cada texto será acompanhado por uma música, a “mais alta e evoluída produção humana” segundo Tom Zé, ou de uma poesia. Essa relação com a arte é algo que não consigo me desvencilhar. É que concordo com a Débora Noal, psicóloga “sem fronteiras”, autora do livro “O Humano do Mundo: Diário de Uma Psicóloga sem Fronteiras”.

 

Será possível promover saúde sem poesia? Não sei, mas procuro encontrá-la mesmo quando acredito que ela, ali, não pode viver.
Debora Noal

E com a Maria Bethânia também:

 

Eu sei que ler, ouvir, dizer poesia hoje, neste tempo de tanto desapego, tanta correria é uma tarefa ‘quixotesca’. É como provocar o mundo, ofender o mundo, pois vivemos como se não coubesse mais o silêncio, as delicadezas, mas cabem e isso me comove e me atrai.
Maria Bethânia

Vale ressaltar que as contribuições trazidas aqui são informativas e não substituem a psicoterapia ou a necessidade de busca por tratamento, ou acompanhamento realizado por profissionais capacitados em uma variedade de casos.

Seja muito bem-vinda e fique à vontade para construir junto comigo esse mosaico. Tenho certeza que aprenderei muito com vocês, que serão peças essenciais.

 

Fotografia: Tânia Fagundes — Fiocruz (Rio de Janeiro, 2019)

Sobre a autora do Mosaico de Emoções e o significado de ser psicóloga

Eu sonhava em ser psicóloga desde criança. É muito bom ver que estou onde sempre quis estar e, até mesmo, onde deveria estar.

Ser psicóloga é uma alegria e um privilégio imensos. Conectar-me com o outro e ter a possibilidade de colaborar no seu processo de transformação é uma experiência maravilhosa.

Ser psicóloga é um prazer, mas também uma grande responsabilidade. É me empenhar e dar o melhor de mim para que cada paciente alcance suas metas e tenha uma vida mais feliz e cheia de sentido. É, sobretudo, exercer o significado de uma palavrinha que gosto muito: empatia! É ouvir, compreender sem julgamentos, colocar-me no lugar do outro, sentir com ele, oferecer apoio e cuidado.

Dar as mãos, possibilitar mudanças.

Soltar as mãos, promover autonomia.

 

Na díade, terapeuta e paciente são pacientes.
Robert Leahy

Adoro essa frase. Sou eternamente grata a cada paciente. Eles nem imaginam o quanto me tornam uma pessoa melhor, mais feliz, mais em paz, mais realizada. Cada um, com suas histórias, dores, alegrias, jeito de ser, força que admiro tanto e confiança em se revelar, me ensina muito. Mais que os livros e artigos científicos que estudo para auxiliá-los. Mais que os cursos.  Com eles, me emociono, sorrio, dou gargalhadas e comemoro cada progresso e superação.

Fotografia: Tânia Fagundes

Graduei-me em Psicologia pela UFRJ em 2010 e fiz Formação em Terapia Cognitivo-Comportamental, em Terapia do Esquema e em Terapia para casais. Atualmente, curso o Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental do IPUB na UFRJ e sou vice-coordenadora da equipe de Psicologia do Laboratório Integrado de Pesquisa em Estresse (LINPES — UFRJ). Além disso, atuo como Psicóloga Clínica.

Se você tem interesse em conhecer mais sobre a minha trajetória profissional e sobre os trabalhos científicos desenvolvidos, acesse o meu currículo.